19 de abr de 2013

ALAYLM: Capítulo 4 - Not even



– Achei que tivesse morrido. – Ele riu.

– Eu me distrai aqui... é você? – Me referi a uma foto que haviam dois garotos super fofos rindo.

– É... eu e a vadia ali. – Ele se referiu a Justin que estava de costas, fingindo muito bem. – Vocês querem assistir um filme?

– Qual filme?

– Você escolhe!

– Eu to dentro, desde de não seja filme clichê. – Ele franziu os lábios.

– Vamos lá em baixo escolher.

Descemos a escada e Chaz abriu uma das gavetas do rack e retirou vários títulos. A maioria dos filmes eram de ação então eu escolhi qualquer um, eu não gostava daquele tipo de filme.

– Justin tem pipoca na cozinha? – Chaz perguntou enquanto colocava o DVD.

– Sei lá, tenho cara de empregada agora?

– Tem, se colocasse um avental então.

– Vai tomar no cu Chaz.

Eu apenas ria, eles não ficavam muito tempo sem brincar e trocar ofensas.

– Eu vou ver. – Ele se levantou e jogou o controle da TV em Justin.

Continuamos em silencio, Justin desenhava linhas imaginarias entre os botões do controle e eu, bem eu devia explicações para minha mãe, peguei meu celular e disquei o numero dela, aguardei ela atender e como imaginado ela estava preocupada.

– Katheryn aonde você tá? – Ela falava alto.

– Mãe, eu to na casa de uma antiga amiga da escola. – Justin começou a rir, ele queria me ferrar mesmo?

– Amiga da escola? cadê os seguranças e quem é aquele garoto?

– É mãe... os seguranças? eles... eles estão lá fora. – Gaguejei.

– Aqui não tem pipoca eu vou ter que ir comprar por que alguém liberou as empregadas.

Justin jogou uma almofada em Chaz pelo fato dele ter gritado.

– Ela tá no telefone com a mamãe.

– Katheryn quem é aquele garoto? esqueceu que você tá noiva, não pode sair por ai com outros caras...

– Mãe ele é irmão dessa minha amiga, ele me levou até ela, fazia um bom tempo que agente não se via. – Justin ria mais ainda da minha enorme mentira. – Mais tarde eu chego ai.

– Espera, Katheryn, Katheryn!

Desliguei o telefone, minha mãe não iria deixar de perguntar e se ela não engolisse as respostas mandaria o FBI atrás de mim.

– Dá próxima vez rir mais alto. – Ele sorria para mim.

– Foi mal.

– Cadê o Chaz? – Perguntei olhando em volta.

– Foi comprar pipoca. – Ele acendeu um cigarro.

– Ah... Você fuma?

– Não, essa é a primeira vez, será que é bom?.

– HAHA – Forcei uma risada. – Engraçadinho.

– Mas eai, aonde eu te pego amanhã?

– Na parte de trás do jardim, antes do lago.

– Então tá.

– Cof Cof – Forcei uma tosse, eu odeio fumantes, ainda mais esses que fumam em cima de você achando que está tudo bem.

– Não posso nem fumar na minha casa. – Ele apagou o cigarro.

– Sou obrigada a gostar de fumantes?

– Não mas... Argh – Sinto cheiro de falta de argumento Justin. Comecei a rir e ele ficou olhando sem entender nada.

– Além de folgada é maluca? – Ele ainda me olhava estranho tentando entender o motivo da minha crise de riso.

– Pois é, Justin por que não quer que o Chaz saiba que vamos sair?

– Sei lá, parece que ele já estava de olho em você.

– Se você acha...

[...]

Ouvi batidas na porta, eu havia acabado de chegar, por que é sempre isso nunca descanço. Fui abrir e fiquei surpresa, era meu pai o homem mais ocupado do mundo... pelo menos para mim.

– Senhor Martin, que milagre! – O abracei com todas as minhas forças.

Eu era meio carente de pai, meu pai era mais ocupado que o Ryan, via ele de vez em quando, ele vivia viajando, em reuniões, resolvia assuntos diversos, mas ele era o rei, essa são as obrigações dele.

– Filha! – Ele distribuiu beijos em minha testa.

– Eu senti a sua falta pai.

– Eu também Katy.

– Você não vai viajar de novo né?

– Eu não sei filha, essas coisas eu não posso te responder.

– Ah.

– Eai, tá com saudade de perder para mim no xadrez? – Ele abriu um sorriso.

– Não mesmo, você trapaceia!

– Que isso Katy. – Rimos. – você que não sabe jogar!

– Eu que não sei jogar? hm então tá.

– Alteza, o ministro está no telefone. – O assistente do meu pai nos observava pela porta.

– Já vou, vá se arrumar para o jantar.

– Tá.

Eu tenho que me acostumar a não ficar muito tempo com meu pai, nos vemos mais nas refeições, mas ele sempre sabe oque eu faço, aonde vou, e com quem ando. Ele não tem nada a ver com minha mãe, ele não quer decidir as coisas por mim, não me dá ordens, não quer que eu seja uma boneca de porcelana.

POV Justin.

Perguntas e mais perguntas, Pattie Mallette estava sufocando eu e Chaz de perguntas.

– Chaz é sério, desde quando você a conhece? – Minha mãe perguntou novamente a Chaz que tentava a enrolar de todas as formas.

– Eu conheci ela no... – Chaz gaguejava demais, acho que minha mãe não iria engolir aquilo. – em uma Tour pelo palácio! – Ele cospiu as palavras sem nenhuma certeza.

– Tour pelo palácio? – Minha mãe disse incerta.

– É tia Pattie, com o pessoal da faculdade esbarrei nela pelos corredores!

– Garoto eu fiquei chocada quando vi as fotos de vocês dois saindo daquela lanchonete.

– É... – Chaz riu sem graça.

– Eu vou tomar banho por que eu trabalhei muito hoje e mereço isso.

– Vai lá, eu e Chaz pedimos o jantar. – Dei um beijo estalado

– Aonde está Margaret?

– Você não liberou ela? – Perguntei.

– Não, acho que ouve algum imprevisto. – Ela subiu as escadas.

– Vai aprender a mentir Chaz! – Me joguei no sofá.

– Caralho, e você nem pra me ajudar. – Ele colocou a mão na cabeça.

– Acho que ela não acreditou não.

– Tanto faz, pelo menos ela parou de perguntar.

[...]

Outro dia, 15h50

POV Katheryn.
Andava sorridente pelos corredores vazios, cantarolava Feel So Close enquanto descia as escadas, estava indo a encontro de Justin.

– Ei, aonde a senhorita vai assim? – Questionamentos logo agora mãe?

– Dar uma volta. – Falei normalmente, mas estava torcendo para ela não me fazer levar seguranças.

– Volte antes do jantar! – Ela praticamente me ignorou e continuou a analisar uma revista, quem é você e o que fez com minha mãe?

– Tá bom, tchau.

Nunca pensei que fosse tão fácil sair de casa sem ser fugindo ou as escondidas. Procurava o carro de Justin pelo jardim, Ryan me confiou a maioria de seus carros, mas chamaria muita atenção. Havia um carro preto próximo ao lago, Justin apoiava seu braço na porta do carro, percebi um sorriso lateral se formar em seus lábios quando ele me viu se aproximar pelo retrovisor.

– Achei que não iria vir. – Ele retirou os braços da porta e destravou a outra.

– Eu também achei isso quando minha mãe me viu. – Ri fraco.

– Você mora aqui? – Ele apoiou seus óculos escuros no nariz observando o palácio.

– Moro.

– Entra ai. – Ele abriu a outra porta e eu entrei. – Se importa de passarmos em um lugar antes?

– Não, agente nem sabe aonde ir.

– Coloca o cinto. – Assim fiz, eu sabia perfeitamente o jeito que Justin dirigia.

[...]

Justin parou o carro de qualquer jeito em um lugar meio abandonado mas cheio de gente, naquele momento me senti em um filme aonde os personagens principais chegam em um lugar chamando a atenção de todos ao som de Supermasseve Black Hole.

– Me espera aqui. – Ele saiu.

– Ok. – Ah qual é Justin? eu queria sair.

Justin conhecia todos, trocava toques e sorrisos, algumas garotas que estavam ali prestavam atenção em cada passo que ele dava. Justin foi até um carro branco, aonde um garoto muito bonito, como a maioria dos garotos que estavam ali, e ficou falando com ele por um tempo, depois começaram a chegar umas vadias quase nuas, Justin estava todo sorridente como se estivesse gostando daquilo, agora se ele acha que eu vou ficar aqui dentro assistindo isso... ah mas eu não vou MESMO!
CONTINUA
Oi oi, ainda bem que vcs estão gostando, obg. Comentem ai e se gostou clique aqui em baixo para me ajudar a divulgar.


Já viram That Power, eu ameei o/ mas acho que se tivesse um pouco mais de movimento, dança, se é que vcs entendem ficaria melhor ainda. Beijos


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